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8. Mulheres - Amandine Aurore Lucile Dupin

Retrato de George Sand, óleo, 1838
Artista: Auguste Charpentier (1813-1880)
(Imagem extraída da wikimedia)

George Sand (1804-1876)

é o pseudônimo de Amandine Aurore Lucile Dupin, baronesa de Dudevant, nascida em Paris, considerada a maior escritora francesa, filha de Maurice e Sophie Dupin.

O pai dela morreu, quando ela ainda era criança, e Amandine foi para os cuidados da avó Marie-Aurore de Saxe. Em casa da avó, passava os dias brincando e descobrindo a propriedade ao lado do seu meio-irmão Hippolyte Chatiron, filho de seu pai com uma amante. Ela e o meio-irmão eram parceiros de aventuras e travessuras. Foi então que a avó, preocupada com a educação e o comportamento da neta, a encaminhou para um convento em Paris.
A menina se apaixonou pela vida no convento. Lá, se interessou também por música e teatro e, para alegrar as amigas, criava e montava pequenas peças de teatro com um grupo de meninas. As peças eram sucesso e Amandine gostava cada vez mais da vida no convento. Quando a avó teve conhecimento disso, trouxe-a de volta para casa.
Quando a avó morreu, tempos depois, para que herdasse a propriedade da avó, seria preciso que Amandine se casasse. Ela se casou com François-Casimir Dudevant, em 1822. Teve dois filhos, Maurice e Solange. Mas, devido às infidelidades e ao alcoolismo de Casemir, os problemas foram incontáveis, o que culminou com o divórcio, fato incomum na época, em 1836.
Amandine começou a escrever para o jornal Le Figaro, junto com Jules Sandeau. Usavam, então, o pseudônimo de Jules Sand, inspirado no nome de Sandeau. Em 1831, lançaram o livro Rose et Blanche.
Em 1831, passou a utilizar o pseudônimo de George Sand, quando escreveu, sozinha o romance Indiana, seu primeiro livro, seu primeiro sucesso. Usou um pseudônimo masculino para ser aceita no meio literário. 
De 1832 a 1837 escreveu muitos outros romances, que refletiam seus próprios desejos e frustrações, advogando o direito da mulher dirigir a sua própria vida.
Sand teve uma vida amorosa agitada, com muitas paixões, que a influenciaram muito, como o escritor Jules Sandeau, o poeta Alfred Musset e o músico Frédéric Chopin. Também tinha hábitos incomuns para sua época. Vestia-se de roupas masculinas, segundo ela, por diversão ou praticidade, e fumava em público, o que era inaceitável para uma mulher.
Escreveu inúmeros romances, nos quais expressou preocupações com problemas sociais e políticos e escreveu também contos simples, à maneira das histórias de fadas. Participou ativamente da revolução de 1848.
Foi a primeira mulher a viver de direitos literários.
Na ocasião de sua morte, Victor Hugo escreveu: "Eu choro uma morte e saúdo uma imortal".

Fonte: wikipedia

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