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2. Mulheres notáveis - Marguerite Durand

Fotografia em preto e branco de Marguerite Durand.
Marguerite Durand, 1910
(extraída do commons.wikimedia)

Marguerite Charlotte Duran, 1864-1936

jornalista, socialista e feminista francesa, fundadora do jornal La Fronde.

Em 1879, com 15 anos, ela entrou para o Conservatoire, onde ganhou, em 1880, o primeiro prêmio de comédia. Em setembro de 1881, ela entrou para a Comedie-Française, e se especializou em papeis de ingênua e de jovem protagonista. Em 1888, deixou o teatro e se casou com Georges Laguerre, advogado e deputado. Ao lado dele passou a frequentar os meios políticos e jornalísticos da época e se iniciou no jornalismo publicando seus primeiros artigos. 

Ela se separou de Georges Laguerre, divorciou-se em 1895, e entrou no Figaro onde criou o "Courrier".

Em 1896, Marguerite Durand, jornalista do Figaro, foi enviada ao Congresso internacional dos direitos da mulher, que aconteceria em Paris, mas se recusou a escrever o artigo crítico sobre o congresso, que o jornal solicitou. Ao mesmo tempo, lhe veio a ideia de oferecer às mulheres uma arma de combate, um jornal, que deveria comprovar suas capacidades tratando não somente do que lhes interessava diretamente, mas também de questões mais gerais e lhes oferecer a profissão de jornalista. O congresso a fez dar uma reviravolta na vida e ela decidiu daí em diante se consagrar à defesa dos direitos das mulheres.

No ano seguinte, 1897, ela funda o La Fronde, primeiro jornal feminista, inteiramente concebido e dirigido por mulheres, na França. O primeiro número apareceu em 9 de dezembro de 1897 e o jornal circulou até 1903.

Ela participou ainda da criação de outros jornais e outras atividades. Em 1907, ela organizou um congresso do trabalho feminino e tentou fundar o Ofício do trabalho feminino, com a ajuda do amigo René Viviani, que foi ministro do Trabalho no governo de Clemenceau, em outubro de 1906, mas, por diversos motivos, ela não obteve êxito.

Ela fez acima de tudo campanha pelo voto das mulheres e defendeu sobretudo o direito de as mulheres elegerem e de serem eleitas.

Em 1931, ela lega à cidade de Paris toda a documentação que possui sobre a história das mulheres, criando assim o primeiro "Ofício de documentação feminista" francês, que ela dirige benevolamente até a sua morte. Seu corpo está enterrado em Paris, no cemitério Batignolles.

Fonte: wikimedia


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