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1. Mulheres notáveis - Hubertine Auclert

Fotografia em preto e branco.
Hubertine Auclert, 1910.
(Imagem extraída da wikimedia)

Hubertine Auclert, (1848-1914),

primeira mulher francesa a se declarar feminista. 

Aos 9 anos foi colocada em uma pensão de freiras. Muito religiosa, tinha planos de se tornar freira, mas não foi aceita. Deixou o convento em 1864, para instalar-se na casa de um tio, onde já residia a mãe, após a morte do pai. Com a morte da mãe, em 1866, seu irmão a colocou em um convento. Foi considerada independente demais pelas religiosas e, pela segunda vez, em 1869, foi dispensada da vida monástica. Essa rejeição, que ela considerava injustificada, despertou-lhe um ressentimento anticlerical.

Livre e independente, após receber uma herança de seus pais, ela tornou-se ativista e escolheu a fé na república e a conquista da liberdade para as mulheres através da revisão das leis do código de Napoleão, em favor da educação, da independência econômica para as mulheres, do divórcio, do direito ao voto etc.

Em Paris, juntou-se à Associação pelos Direitos das Mulheres. Esta associação, dissolvida em 1877, renasceu com o nome de Liga Francesa pelos Direitos das Mulheres e tinha como presidente de honra Victor Hugo. Hubertine tornou-se a primeira ativista francesa a declarar-se feminista. Em 1876, fundou a associação O Direito das Mulheres, que mudou o nome para O Sufrágio das Mulheres, em 1883. Em 1881 ela lançou La Citoyenne, um jornal que reivindicava a libertação das mulheres e recebeu o apoio de elite do movimento feminista. Em 1888, ela mudou-se para a Argélia, com o marido, por 4 anos. Lá, fez uma pesquisa de observação das mulheres. 

Por motivos financeiros, interrompeu o seu jornal, mas continuou na militância. Em 1894, ela colaborava com o jornal La Libre Parole, de Édouard Drumont. Em 1900, ela foi uma das criadoras do Conselho Nacional das Francesas, uma organização pelos grupos feministas franceses que logo apoiaria o voto das mulheres.

Em 1908, as francesas casadas finalmente tiveram o direito de controlar seus próprios salários.

Aos 60 anos, Auclert continuava reivindicando a igualdade completa. Em 1910, juntamente com Marguerite Durand, ela se apresenta como candidata às eleições legislativas, imitada por duas outras mulheres: Renée Mortier et Gabrielle Chapuis. Naturalmente, sua candidatura não foi bem sucedida.

Auclert é considerada figura central na história do movimento de direitos das francesas e continuou na militância até a sua morte. Está enterrada no Cemitério Père-Lachaise, em Paris.

Fonte: Wikipedia 



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