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Etimologia - Papiro

Imagem de um quadrado marrom-claro com onze linhas em escrita pictográfica.
Papirus Harris, 1163 a.C. (no Museu Britânico, Londres).

Papiro

Cerca de cinco mil anos atrás, na cidade de Uruk na Mesopotâmia, surgiram as primeiras manifestações conhecidas de escrita, umas pequenas tábuas de argila com desenhos ou pictogramas, que serão origem à escrita cuneiforme.

Quase simultaneamente, nascia no Egito outra escrita também pictográfica, anterior à hieroglífica, da qual se derivou a cursiva (itálica). Seu suporte, algo similar ao papel, era confeccionado com tiras do talo de uma planta aquática oriunda da Etiópia, Sicilia,  vale do rio Jordão e Egito. Neste último, recebeu o nome de thut, que hoje tem a denominação científica Cyperus papyrus. Depois de um laborioso processo de alinhamento, encharcamento, prensagem e secagem, eram obtidas folhas de entre doze e quarenta centímetros. Unias entre si, chegavam a alcançar até quarenta e cinco metros de comprimento, como o Grande Papiro Harris do Museu Britânico, em Londres.

Em grego clássico, esta planta - e, por extensão, tudo o que se referia a ela -, se denominou byblos, porém desde o século IV a. C. se usou o termo grego papyros para denotar o suporte da escrita, e byblos se reservou para o rolo de papiro como um todo. O vocábulo em latim, papyrus, passou ao espanhol e ao português como papiro, do qual se derivou, muitos séculos depois, papel.

Fonte: elcastellano.org (traduzido e adaptado)
Imagem: wikimedia.




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