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Etimologia - Sereia

Imagem em preto e branco de três sereias sobre rochas e, no chão, um homem caído.
Ilustração do livro The Red Fair Book, 1890.
(Imagem extraída da Wikimedia)

Sereia

Na mitologia grega, as sereias eram belíssimas ninfas com busto de mulher e corpo de ave, embora às vezes fossem representadas com corpo de peixe; costumavam sentar-se sobre as pedras de uma ilha do Mediterrâneo, provavelmente Capri, de onde atraíam os marinheiros com a doçura do seu canto, de modo que levavam os barcos a chocar-se com as falésias. Em seguida, as cruéis sereias devoravam os incautos que se tinham deixado seduzir. 

Na Odisseia se conta que Ulisses tampou com cera seus  ouvidos e os de seus marinheiros e se fez amarrar por seus homens em um mastro, para não ser atraído, porém ao passar perto das sereias chegou a ouvir seu canto e ordenou que o libertassem para ir ter com elas, porém os marinheiros o impediram, e o barco pode afastar-se ileso. Segundo algumas versões do mito, as sereias se suicidaram  após esse fracasso.

Os Argonautas, em sua viagem em busca do Velocino de Ouro, passaram por um perigo semelhante, porém Orfeu entoou um cântico tão melodioso que os marinheiros não se sentiram atraídos pelas sereias.

O nome grego das sereias era seiren, que passou ao latim clássico como siren, sirenis e ao latim tardio como sirena, palavra que no século XV foi recolhida pelo castelhano, inicialmente como serena. Esta forma se espalhou bastante pela Península Ibérica e chegou ao galego como serea e ao português como sereia, forma que se mantém até hoje em Astúrias, porém pouco a pouco se impôs sirena, considerada mais culta por originar-se do latim clássico.

Fonte: elcastellano.org.


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No Priberam: Quórum (latimquorum, dosquais, genitivopluraldopronomerelativoqui, quae, quod, oqual, quem, que)
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