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66. História da Arte - Max Ernst

Max Ernst, Ubu Imperator, (1923), Centre Pompidou, Paris, France



Max  Ernst ( Brühl, Colônia, 1891 - Paris, 1976). Um dos protagonistas mais vitais das poéticas subversivas e irracionalistas das vanguardas históricas.


No clima derrotista do pós-guerra, adere ao movimento Dadá, em Zurique, e, em 1919, em Colônia, com Baargeld, cria um centro Dadá, que dura até 1922, quando Ernst segue para Paris.


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Éléphant Célèbes, 1921. Óleo sobre tela, 125.4 x 107.9 cm
Tate Gallery, em Londres.








Então, Ernst dedicava-se à colagem, colocando em atrito imagens de um realismo banal e inserções desconcertantes  de uma realidade "outra", anormal, numa proximidade muitas vezes simbólica. Élephant Célèbes, de 1921, é uma das obras mais conhecidas desse período. Em 1925, inicia o uso da frotage. Mais tarde, usará uma imagética popular oitocentista nas colagens do romance ilustrado La femme 100 têtes e de Une semaine de bonté.


Une Semaine de Bonté, 1934 collage.






Em 1934, abandona o grupo surrealista e em 1941, parte para os Estados Unidos com Peggy Guggenheim (1898-1979), com quem se casa.

No trabalho de Ernst, alternam-se quadros ligados a uma figuração realista e obras abstratas na composição e disposição congelada de fragmentos figurais.

Obs.: Peggy Guggenheim foi uma das colecionadoras e mecenas mais destacadas do século XX. Filha de uma família de milionários norte-americanos, seguiu a tradição do tio, Salomon Guggenheim, fundador do Museu de mesmo nome em Nova Iorque, Estados Unidos. Ela adquiriu, entre 1938 e 1979, obras de artistas como Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Kandinsky, Paul Klee, Marc Chagall e Kurt Schwitters, Max Ernst e Jackson Pollock. Sua coleção pode ser visitada, desde 1949, no Palácio dos Leões, em Veneza, Itália.


Fontes: Livro Arte Moderna, de Giulio Argan e wikipedia


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