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20. História da Arte - Courbet [Realismo]

Autorretrato (1848-1849) óleo sobre tela,
45 x 37 cm. Museu Fabre, Montpellier, França

Mulher nua dormindo. (1862)

O desesperado. Autorretrato (1844-1845), óleo s/tela
Coleção privada.
Gustave Courbet (1819-1877), pintor francês, partiu para Paris para estudar Direito, em 1839, mas desinteressou-se dos estudos, alugou um ateliê e passou a dedicar-se à pintura, como autodidata. Frequentou o Louvre e a Academia Suiça, além de pintar na floresta de Fontainebleau. Em 1844, seu Retrato com cão negro foi aceito para a exposição anual do Salão de Arte. Em 1850, apresentou ao Salão Quebradores de nozes, o primeiro quadro de tema proletário e Enterro em Ornans, cujo realismo fez escândalo.

O Atelier, óleo s/tela, 359 x 598 cm (1855)
Museu de Orsay, Paris.
Em 1855, enviou onze telas à Exposição Universal e teve recusado o seu imenso O ateliê, chamado pelo artista "alegoria real". Nele retratou seus ódios e amizades. No centro, ele próprio, pintando uma paisagem; Baudelaire, à direita, simboliza a poesia realista; atrás do cavalete, um boneco pendurado representa as convenções artísticas; um violão e um chapeu de mosqueteiros jogados no chão, à esquerda, simbolizando seu desprezo pelo romantismo. 
Inconformado, Courbet resolveu fazer uma exposição particular de cerca de quarenta quadros, uma espécie de Salão dos Recusados particular. Nessa ocasião, a crítica sempre irônica ao conteúdo político-social das pinturas do artista, não pode deixar de reconhecer seu valor. 

Foi enorme a influência de Courbet, que combateu a arte acadêmica tradicional e criou um estilo enérgico que dá nova importância aos fatos da vida cotidiana, abrindo caminho aos impressionistas.

Morreu de cirrose.


Fontes: wikimedia (imagens) e educacao.uol

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