Pular para o conteúdo principal

Valérie Belin ~ Fotógrafa

Western Blue Clematis (and Hilton Daisy), 2010
Imagem extraída da EH Edwynn Houk Gallery
Valérie é uma das artistas na exposição "Elles: Mulheres artistas na coleção do Centro Georges Pompidou" no Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro, até 14.7.2013.

Valérie Belin, nasceu em Boulogne-Billancourt, França,.em 1964. Vive em Paris. 

Com base em um protocolo preciso, o trabalho da fotógrafa francesa Valérie Belin pode ser considerado como uma tentativa obsessiva de apropriação do real. Em suas obras, o tratamento particular dos seres e coisas nos toca por seu caráter por vezes espetacular e despojado que limita a interpretação narrativa ou documentário.   Seu trabalho se desenvolve por séries de imagens baseadas  em um jogo sutil de repetições e variações. A frontalidade absoluta do ponto de vista, a bidimensionalidade radical, a ausência de contexto e o tamanho dos formatos dão valor de ícone aos diversos assuntos escolhidos, pelo seu poder em evocar as incertezas e os paradoxos do "vivente". 

Em suas primeiras séries, notadamente aquelas consagradas aos vasos e copos de cristal (1993), a fotógrafa trabalha unicamente sobre o espectro luminoso dos objetos, ficando muito próxima dos processos originais da fotografia. Ao contrário, em suas mais recentes criações, em cores ou em preto e branco, as novas tecnologias da imagem lhe ofereceram a possibilidade de um tratamento mais livre, mais pictural e onírico do assunto, como se pode ver pelas imagens de mágicos, da dançarina do Lido e das cestas de frutas (2007). Ferramentas contemporâneas levaram a artista a considerar a fotografia para além de sua natureza analógica, como meio de criar uma pura imagem captada diretamente pela artista no coração de seus modelos. Muito mais que um meio figurativo, a fotografia oferece à artista a possibilidade de testar  a evanescência das fronteiras entre realidade e ilusão, revelando o supernaturalismo profundo de seus retratos. 

Tradução adaptada de Galerie Jerome de Noirmont

Postagens mais visitadas deste blog

Recife e suas pontes

As pontes do Recife A privilegiada geografia da cidade do Recife dá à cidade um charme ainda maior com as pontes sobre os rios, córregos e canais. São mais de 60 pontes. Joaquim Nabuco disse que "as pontes do Recife são compridas como terraços suspensos sobre a água". Mais que apenas estruturas de passagem de pessoas e veículos, as pontes foram cantadas durante décadas em verso e prosa pelo próprio Nabuco e por poetas como Gilberto Freire, Manuel Bandeira, Joaquim Cardozo e muitos outros. As pontes têm papel arquitetônico imprescindível na cidade não apenas porque ligam as ilhas do Recife, de Santo Antônio e da Boa Vista, como também dão encanto especial às paisagens em cada recanto cortado pelas águas. As pontes fazem parte da identidade do Recife. No centro ficam situadas as mais conhecidas, como:

a Maurício de Nassau, a primeira em grandes dimensões do Brasil e, segundo os historiadores, talvez pioneira também nas Américas. Foi idealizada pelo Conde Maurício de Nassau, p…

Museu do Mamulengo - Olinda, Brasil

O Museu do Mamulengo - Espaço Tiridá foi inaugurado em dezembro de 1994, na rua do Amparo. Por questões estruturais mudou-se provisoriamente para a rua de São Bento, 344, onde permanece há já alguns anos. Possui um acervo de aproximadamente 1.200 bonecos. Como primeiro museu de bonecos do Brasil, divulga o mamulengo e sua tradição como teatro de boneco da região.


"Mamulengo é uma manifestação típica do teatro de bonecos popular nordestino, representado por figuras populares nas situações cotidianas. Sem caráter religioso, o mamulengo transfigura os personagens populares, revelando a alma individual e coletiva do povo. O espetáculo, improvisado, é cômico, trágico e dramático. Inicia quase sempre como uma dança e a participação da 'orquestra' e, algumas vezes, com presença do Mateus, o personagem humano que dança e faz a arrecadação. Sem conteúdo político explícito apresenta, numa crônica regional, os valores humanos elementares, as relações de trabalho e as tradições folcló…

Etimologia - Quórum

Hoje chamamos um quórum ao número mínimo de membros necessário para que sejam válidas as decisões tomadas por um corpo deliberativo ou legislativo. A exigência de quórum é uma forma de evitar que uma decisão possa ser adotada por um número pequeno de participantes.
Nos corpos colegiados da antiga Roma, cada novo integrante era recebido mediante a fórmula quórum vos unum esse volemus (do qual queremos que tu sejas um). Esta fórmula foi aplicada também no antigo tribunal britânico, cujos membros atuavam de forma solidária, que se  denominava Justices os the Quórum. Nos Parlamentos modernos, uma das técnicas de obstrução realizadas pelos setores de oposição consiste em não se apresentar nas reuniões, de modo a conseguir que o corpo não tenha quórum para secionar ou para votar.
No Priberam: Quórum (latimquorum, dosquais, genitivopluraldopronomerelativoqui, quae, quod, oqual, quem, que)
substantivo masculino 1. Númeronecessáriodemembrosparaqueuma.assembleiapossafuncionar. 2.����������…