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Chapada Diamantina, natureza exuberante! - Dicas de viagem

Lencóis, centro da cidade.
Ofereço-vos algumas dicas sobre Lençóis e a Chapada Diamantina, a partir da minha vivência de uma semana por aquelas paragens! Não vou falar especificamente sobre a beleza do lugar nem dos roteiros de passeios e trilhas porque isso se consegue facilmente na Internet, são várias as agências de viagens que organizam os passeios por lá e a oferta de hotéis e pousadas é muito grande, afinal o município vive de turismo.

A Chapada Diamantina é uma região de serras, situada no centro do estado da Bahia, com cânions, quedas d'água, rios, cavernas e grutas entre Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. É um esplendor de natureza!

Eu fiquei na cidade de Lençóis que é a maior das redondezas. Hospedei-me numa pousada distante apenas cinco minutos a pé do centro, mas com a quantidade de ladeiras para todos os lados, creio que ficar numa pousada nas proximidades do centro histórico seria mais interessante, sobretudo no final do dia, após os passeios, quando se está bastante fatigado das jornadas.

Bom, quase todos os passeios e atrações estão distantes da cidade e certo preparo físico é necessário, penso eu,  e, sem dúvida, não dá para se aventurar sem guia. Há opção de contratar os passeios diretamente nas agências de viagem, mas também há a Associação de Guias da Chapada, que fica no centro, bem próxima à praça onde está localizado o Banco do Brasil e várias agências de viagem, e a Brigada, que fica na rua das Pedras, destino obrigatório diário de quem está na cidade.

Restaurante O Bode, no fundo, onde se vê plantas.
E já que falei na praça onde fica o Banco do Brasil, ali mesmo está "O Bode", um bom restaurante (a quilo) de comida caseira regional, localizado em um bequinho, do lado do restaurante Grisante. 

Na rua das Pedras (de pedestres) e adjacências, ali pertinho, há uma grande oferta de restaurantes (especialidades de várias partes do mundo), cafés, lojas e vendinhas. Eu gostei de um, o "Natural", de um simpático francês, que oferece sanduíches e crepes com massa integral feita pelo proprietário de restaurante. Muito bom!

Igreja de N. S. do Rosário.




Subindo a rua das Pedras e no final pegando a esquerda chega-se à Igreja de N. S. do Rosário; após a igreja, pegando a próxima rua à esquerda, chega-se à casa do Sr. Cori, o último dos garimpeiros, que reproduziu no quintal de casa uma "situação de garimpo", com uma cabana semelhante à em que vivia enquanto no garimpo, com todos os apetrechos que usava. Seu Cori, de 85 anos, conta-nos com uma lucidez incrível seus tempos de labuta no garimpo, inclusive, ele tem dois pequenos diamantes que guarda de lembrança e que permite que os visitantes toquem... sem dúvida é uma visita muitíssimo interessante!

Obras da artista Mara.

Seguindo em frente na rua do Sr. Cori chega-se no final da rua, dobra-se à direita e logo se vê uma casa com decoração artística, é a casa da artista Mara Capãolina, ceramista, que também procura fazer um trabalho social oferecendo oficina de cerâmica às crianças das comunidades do entorno.

Caso alguém tenha interesse em ver mais fotos da minha viagem à Chapada Diamantina, favor fazer uma visitinha ao meu blog Pedaços.


Fotos de minha autoria.

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