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Álter do Chão

Praia do Amor, em frente à vila. 
Neste mês de janeiro dei uma fugida do Recife para conhecer uma praia fluvial - Álter do Chão - a cerca de 40 km da cidade de Santarém, Pará, da qual tive conhecimento através de fotos de uma amiga virtual de Manaus. Colonizada pelos portugueses, a antiga aldeia dos índios Borarí foi elevada à categoria de vila em 1758, tem uma população de aproximadamente 5 mil habitantes com economia baseada exclusivamente no turismo.

Em abril de 2011, Álter do Chão foi eleita a praia mais bonita do Brasil, pelo jornal inglês The Guardian, que selecionou as dez mais do nosso país. ( As outras: 2. Fernando de Noronha; 3. Praia do Toque, AL; 4. Taipus de Fora, BA; 5. Caraíva, BA; 6. Arpoador, RJ; 7. Lopes Mendes, RJ; 8. Praia da Fazenda, SP; 9. Bonete, SP; 10. Lagoinha do Leste, SC).
Pousada Muiraquitã, do Sr. Armando.

Álter do Chão foi fundada pelos portugueses ainda no século XIX,  na margem direita do rio Tapajós, de águas cristalinas, onde existem belas praias de areias brancas.

Com a descida das águas durante o verão, em frente à vila surge uma lagoa cor de esmeralda cercada por bancos de areia branca que é apropriadamente chamada de Lago Verde. O Lago Verde, também chamado de Lado dos Muiraquitãs, era ponto de passagem obrigatório das índias Amazonas.
A denominação Amazonas foi originalmente dada às mulheres guerreiras da Antiguidade, habitantes da Ásia Menor, cuja existência é considerada um mito por alguns historiadores. Diz a lenda que as Amazonas removiam um dos seus seios para melhor envergar o arco, deixando o outro para alimentar seus rebentos que, se nascessem do sexo masculino, eram sacrificados impiedosamente. No século XVI, a designação Amazonas também foi dada a mulheres com as mesmas características, também de existência histórica discutida, que combateram os conquistadores espanhóis no baixo Amazonas. 
No Lago verde, considerado sagrado pelos indígenas, as Amazonas recolhiam a nefrite (mineral esverdeado), para produzir seus muiraquitãs - pequenos artefatos talhados nesse mineral em forma de sapos, tartarugas e serpentes, ao qual eram atribuídas virtudes de amuleto. Os muiraquitãs eram oferecidos à mãe Lua, em troca de favores.

Fontes: Portal da Amazônia - Pousada Mingote

Fotos por Lais Castro.

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