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Uma nova onda de Arte Postal?

Entrelaçados, por Lais Castro, para Projeto de Arte Postal em Rosário, Argentina
Através de contatos com alguns artistas, tenho observado ultimamente que estão em andamento projetos de arte postal em várias partes do mundo, inclusive, eu venho encaminhando trabalhos para alguns deles. Assim sendo, resolvi  relembrar aqui como tudo isso começou e porque artistas continuam se valendo dessa modalidade de intercâmbio de arte.
Segundo pude observar, foi a partir do americano Raymond Edward Johnson, conhecido como Ray Johnson (1927-1995) que se originou a arte postal, com a criação da New York Correspondence School, em 1962-63. Até então não havia nenhuma menção específica para a arte correio.  Esta escola nunca reivindicou ser uma inovação, porém as atividades nela iniciadas continuam em vigor há mais de 40 anos.
Para o artista postal, a arte é um produto de comunicação e não uma mercadoria. Caracteriza-se por ser uma forma rápida e ampla de difusão artística, com regras que foram sendo criadas no decorrer do seu desenvolvimento: as obras não são comercializadas; não existem jurados; não há premiação; não há devolução das obras; não há censura; há total liberdade de meios e suportes; todas as obras são expostas e todos os artistas recebem certificado de participação gratuitamente.
Enfim, é uma forma alternativa de distribuição livre da arte e da informação, sem fronteiras, que não se submete ao mercado da arte ou curadorias.
Vale lembrar que o artista pernambucano Paulo Bruscky foi um dos pioneiros nesse movimento da arte postal e, neste momento, está com exposição no Centro Cultural dos Correios, em Recife.

Fonte: AQUI

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