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Arte Contemporânea e Plantas alucinógenas

Panacea Phantastica - um dos azulejos de Adriana Varejão, 2003
"A palavra alucinação significa, em linguagem médica, percepção sem objeto, isto é, a pessoa em processo de alucinação percebe coisas sem que elas existam. Assim, quando uma pessoa ouve sons imaginários ou vê objetos que não existem, ela está tendo uma alucinação auditiva ou visual." (Divisão Estadual de Narcóticos-PR)

Como cheguei a este tema? Através das pesquisas que estou realizando para o projeto Acessibilidade Mamam, no qual estou trabalhando atualmente: Áudio-descrição de obras do acervo do Mamam, para incluir deficientes visuais no mundo das artes. Uma das obras a ser descrita, da artista visual carioca Adriana Varejão, Panacea Phantastica, apresenta representações de cinquenta tipos de plantas alucinógenas de diversas partes do mundo, reproduzidas em azulejosatravés do processo da serigrafia. Num dos azulejos, um texto sugere a relação entre os efeitos alucinógenos das plantas e mudanças na percepção que podem ser provocadas também pela arte. 

O Brasil possui várias plantas alucinógenas. As mais conhecidas são: cogumelos, jurema, mescal ou peyot (não existe no Brasil), caapi e chacrona, estas utilizadas conjuntamente sob a forma de uma bebida, ingerida no ritual do Santo Daime, bastante difundido no Brasil, na região Norte e em outros Estados do país.

Importante saber que essas plantas induzem a alucinações e delírios, porém, como ocorre com quase todas as substâncias alucinógenas, praticamente não desenvolvem tolerância, não induzem a dependência, nem ocorre síndrome de abstinência com o cessar do uso. Mas há a possibilidade , felizmente rara, de a pessoa desenvolver delírios persecutórios, de grandeza ou acessos de pânico e, em decorrência, tomar atitudes prejudiciais a si e aos outros, conforme informa a página da Divisão de Narcóticos do Paraná, citada acima, onde se poderá saber muito mais sobre o assunto.

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