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O equilíbrio e a harmonia da mulher ao chegar à meia-idade - Parte 2


Foto: Régis B 31 (Flickr)
(Continuação)
Senhora de si, ela sabe como lançar as cartas sobre a mesa, e o faz com charme e elegância. Do ponto de vista sexual, ela tem a aprender tanto quanto tem a ensinar, o que estabelece um equilíbrio no relacionamento. E tudo o que faz, ela o faz como opção: sem desvario ou arrependimento. A sensatez é a sua marca registrada. Outra característica é que ela não se envergonha da sua idade. Pelo contrário, ela se orgulha dos anos vividos e de ser um fruto maduro. E mesmo que nada diga, lamenta, interiormente, que haja quem se contente em colher uvas verdes.
O fruto maduro liberta, não aprisiona. Acrescenta, não retira. Compartilha, não exclui. Lança as suas sementes e fecunda a vida de qualquer homem, tornando-a criativa, rica e exuberante. É a propagação da vida, a alegria que move o espírito e a felicidade que transborda o coração.
Nos tempos pós-modernos, a mulher de meia-idade necessita ser redescoberta e valorizada pelos homens, sem nenhum favor. Sobretudo, e principalmente, quando ela soube extrair da vida as lições devidas e se fez mulher em toda a sua maturidade e plenitude. De uma maneira geral, enquanto as mulheres amadurecem, os homens se infantilizam (especificamente, os homens de meia-idade). E ao invés de desfrutarem da delícia de um fruto maduro (por desconhecimento do seu valor ou por pura incompetência em saber selecioná-lo), preferem colher uvas verdes: inteiramente fora de época e nem sempre da melhor safra.
[Sylvio Ferreira, professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife-PE]

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