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O mel... este afrodisíaco!



Depois de ler a belíssima postagem sobre o mel no blog Lesados em Geral, de Bárbara, resolvi publicar algo mais sobre essa substância, a partir do ponto de vista dos afrodisíacos. Espero que gostem!
***Há uma ou outra palavra em espanhol que não consegui uma tradução... (ai! mi español! não sou tradutora) quem sabe a Armienne do blog Recuerdos de una Cubanita possa ajudar.

O mel, néctar de Afrodite, dourado tesouro da terra, resultado da alma das flores e do trabalho das abelhas, serviu para adoçar a vida muito antes do descobrimento do açúcar. Seu sabor e aroma dependem das flores que foram polinizadas pelas abelhas operárias. Sua reputação como afrodisíaco é extensa: os noivos vão de "lua-de-mel" e em muitas culturas é parte da cerimônia e do banquete nupcial. O alto teor de vitaminas B, C e minerais do pólen estimula a produção de hormônios sexuais. Reaviva instantaneamente os amantes esgotados, porque o corpo o absorve em tempo mínimo. Avicena, célebre médico árabe, cujas receitas foram usadas por vários séculos durante a Idade Média, recomendava mel con gengibre para a impotência. É usado na preparação de doces sensuais, mesclado com nozes, coco, leite de cabra, ovos, especiarias etc. Supõe-se que a saliva das belas "huríes" (seres de luz) do paraíso de Alá, assim como as secreções femininas durante certos dias do ciclo menstrual, tem sabor de mel. Átila, que acreditava plenamente em seu poder estimulante, bebel tanto "hidromel" no dia de suas bodas que morreu de uma parada cardíaca, para regozijo de seus inimigos e possivelmente também de sua noiva.
Para completar, mais um dado: o mel morno sobre o corpo se presta a muitos jogos eróticos. Cleópatra preparava uma mescla de mel e amêndoas em pó para embelezar sua pele. Júlio César e Marco Antonio engordaram a seu lado, não só porque abandonaram a rude vida dos quartéis pelos lânguidos prazeres da corte egípcia, mas também porque se aficionaram a lamber a "sobremesa" da "taça íntima" dessa rainha sedutora.

Traduzido e adaptado do livro Afrodita, de Isabel Allende (edição em espanhol), por Lais Castro.

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