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O Ponto G

Foto: Lais Castro 2009
"O melhor afrodisíaco é a declaração de amor. Isabel Allende é uma das escritoras que mais admiro, não só por seus livros, mas também por sua trajetória de vida, seu humor e sua força diante de dramas inesperados, como a morte prematura de sua filha de 28 anos, que acabou lhe inspirando um romance biográfico emocionante, Paula. Hoje Isabel vive feliz en Sausalito, Califórnia, com o segundo marido. Em breve será lançada no Brasil sua mais recente obra, Filha da Fortuna, que comprarei assim que as livrarias a desembalarem. Lendo a entrevista que ela deu para a última Playboy, ri muito com suas declarações, e uma delas me pareceu um verdadeiro achado: "As mulheres gostam que lhes digam palavras de amor. O ponto G está nos ouvidos. Inútil procurá-lo em outro lugar".

"Ah, o ponto G, esse paraíso secreto que leva os homens a explorações minuciosas. Tanto trabalho por nada. Não temos um ponto G, mas dois, um em cada lateral da cabeça, e não é preciso tirar nossa roupa para nos deixar em êxtase. Falem, rapazes. Digam tudo o que sentem por nós, assim, ... isso.

Concordo com a autora de A Casa dos Espíritos: o melhor afrodisíaco é a declaração de amor. Não aquelas mecânicas, ditas quando se está no piloto automático, mas as verdadeiras, sentidas, aquelas que os homens imaginam que bastam ser ditas com o olhar e com as mãos, mas que fazemos questão de escutar também com a voz: "Como eu gosto de estar com você, como você é linda, esqueço do tempo ao seu lado, que horas são? Já? Que me esperem, não consigo desgrudar de você, amor".

Caetano Veloso vendeu um milhão de cópias do seu último disco, e tenho certeza de que não foi por causa de "vou me embora, vou me embora, prenda minha" e sim "por que você me deixa tão solto, por que você não cola em mim?".

As femininas mais ortodoxas devem estar bufando. Tanta coisa para se exigir de um homem: mais espaço na política, mais ajuda na cozinha, salários iguais e nada de gracinhas no escritório, e vem essa aí clamar por palavras! Pois essa daqui acha tão interessante a idéia de igualdade entre os sexos que adoraria vê-los soltar o verbo como nós, expressar os sentimentos sem medo de ser piegas, afirmar e reafirmar diariamente como a gente é importante para eles e que saudade estavam do perfume dos nossos cabelos. Clichê em último grau, reconheço, mas quem quer ser moderno nessa hora? Tudo o que se reivindica é o desbloqueio emocional masculino. Nossos hormônios saberão como agradecer."

(Autora desconhecida)

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substantivo masculino 1. Númeronecessáriodemembrosparaqueuma.assembleiapossafuncionar. 2.����������…